VIDEOCLIPES – Que papel desempenham na indústria musical?

Já há muito que os music videos representam uma parte da indústria musical numa mistura de artes que influencia gerações.

À 1ª Arte, entendida como a arte do som, segue-se a 2ª Arte, a da dança/ coreografia ou seja, a do movimento. É certo que a música, por si só, é autónoma e consegue alcançar fronteiras. Já Ludwig van Beethoven defendia que “a música é uma revelação maior do que qualquer filosofia”. Mas, se pudermos unir à audição a emoção visual, juntamos-lhe um significado, uma coerência entre as duas artes que nos chama a atenção e nos prende por alguns momentos. Os music videos fazem exactamente isso: misturam estas duas faculdades, alimentando fantasias, influenciando estilos, chocando, lançando tendências e tudo isso com o objectivo único de dar um significado ao single que está a ser promovido.

All Is Full Of Love

Os music videos podem então ser entendidos como um suporte visual. Um suporte que hoje em dia é muito mais do que isso e é tão importante como as músicas que apresentam. Ao mesmo tempo que ajudam o single a transmitir um significado ao espectador, ajudam também o artista na criação de uma identidade que o marca, distinguindo-o dos outros. É uma estratégia de marketing que facilita em muito o aumento do número de fãs e que faz com que estes anseiem não só o lançamento do single como também o do videoclipe, que hoje em dia já não se limita aos 3 e 4 minutos e estende-se por 15 ou mais para contar uma história.

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São as necessidades da era digital em que vivemos, necessidades que nós próprios fomos estipulando com o passar dos tempos e que não trazem só aspectos positivos. Infelizmente, devido ao forte papel destes vídeos e dos seus artistas na influência, e por vezes até no lançamento de tendências, tem sido dada cada vez mais atenção ao look e não tanto às aptidões artísticas de quem os promove. No que respeita ao factor look, as críticas foram elevadas à mais alta fasquia sobretudo no mundo do Pop. Podemos dizer que muitos artistas desse género musical devem a sua carreira e reconhecimento aos videoclipes que lançaram, que prenderam a atenção de milhares. Se não fosse isso, talvez mais de metade das músicas que venderam não teriam tanta adesão. O que começou por ser uma forma de expandir a arte, acabou por se tornar num jogo de “vamos atrair as atenções para vender”.

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Os artistas transformaram-se em produtos que persuadem as emoções de cada um que se deixa levar por utopias. Infelizmente, é assim a sociedade de hoje mas, enquanto existirem sonhadores, existirá sempre quem se queira aproveitar deles.

Por Mónica Dias, in RTRO #15, que pode ser lida integralmente aqui.

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