Semanas da Moda – Um bilhete de ida para a Estação Fria

Março e Setembro são meses tradicionalmente preenchidos. As Semanas da Moda de Nova Iorque, Londres, Paris e Milão chegam em todo o esplendor, materializando projectos, visões e conceitos criativos de meses e até anos. Março de 2012 não foi excepção e revelou ao mundo as propostas dos criadores para a próxima estação fria. A RTRO resume aqui as tendências que desfilaram nos principais palcos mundiais.

Opondo-se à liberdade e fluidez das estações quentes, as propostas de Outono e Inverno colocaram a tónica em looks escuros, reservados e muito sóbrios. É o caso de Givenchy, que pautou as suas criações por um estilo gótico. Presentes estiveram também apontamentos militares, que protagonizaram outras passerelles. O rigor do frio inspirou alguns criadores a apostarem em materiais mais aconchegantes, tais como Dior e os seus casacos com muito pêlo, e o doce toque do veludo que marcou algumas criações Gucci. Gucci que apresentou o seu dark side numa paleta onde predominaram a cor de vinho, o preto ou o verde musgo. Já Alberta Ferretti apostou forte no preto, enquanto a casa McQueen abusou do pêlo nas golas e nas mangas. Criações pouco discretas que se traduziram em vestidos muito folhados e vistosos, em looks que muitos dizem invocar Lady Gaga. Mas nem todas as interpretações do Outono/Inverno foram rigorosas e sóbrias. Uma das protagonistas da estação foi a cor laranja. Foi a eleita de nomes como Carolina Herrera – que a usou em vestidos conjugados com luvas pretas – ou Prada, que optou por looks totais compostos por casacos apertados e calças curtas. Já Blugirl brincou com o vermelho e azul nas suas propostas. Azul que, ainda em Milão, surgiu na passerelle Cavalli, a que se juntaram os bordados e os casacos em pele. Mas se o tema é bordados, falemos de Balmain. A casa desfilou verdadeiras obras de arte, peças protagonizadas por grandes bordados florais e brocados. Subitamente o Inverno transforma-se numa estação risonha e refinada! Por momentos, foi possível esquecer a crise e escapar para um universo em que o luxo e a riqueza dos pormenores dominavam. Um conceito adoptado igualmente por Dolce & Gabbana. Para além das peças em preto, adornadas por complementos angelicais e em pérola, a dupla italiana de criativos encheu as passerelles de flores, ao torná-las nas protagonistas das suas criações. Estas marcam forte presença em bordados nos vestidos, bem como saias e casacos, acompanhadas por grandes brincos e malas (também elas em flor). Um look romântico que vai até aos sapatos e que confere à estação fria uma outra leveza (…)

Por Margarida Cunha

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