Lady Gaga, Mulher do Ano da revista Glamour – “A minha ambição nunca foi dominar o mundo. Foi mudar o mundo”

Este é o ano de Lady Gaga. Depois de muito tempo afastada devido a uma lesão na anca, 2013 marca o regresso do maior ícone da Pop dos últimos 5 anos.

Desde que foi revelado o nome do seu novo álbum, ARTPOP, que a artista tem praticamente dominado a atenção dos media – praticamente, pois nada fazia prever o aparecimento do fenómeno Miley Cyrus.

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Lady Gaga é então a Woman of the Year da Glamour, uma iniciativa realizada pela publicação para destacar as figuras femininas de cada ano, sendo por isso a estrela de capa e a entrevistada da edição de Dezembro.

Destacámos e traduzimos as principais passagens da entrevista, de modo a que conheçam um pouco melhor a mulher por detrás da estrela.

Sobre a beleza

“Não me considero convencionalmente bonita. Se houvesse uma espécie de equação matemática para a beleza, não sei se eu seria o algoritmo. Por mim tudo bem. Não sou uma super modelo”.

Sobre o vestuário estranho

“(…) Essas criações são porque não quero enfrentar a realidade do que as pessoas querem de um estrela pop feminina.”

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Sobre a relação com o seu corpo

“Sim, sempre tive [conflitos com o meu corpo]. (…) Há dias melhores do que outros (…) No final de contas, sou sempre uma alma torturada”.

Sobre a chamarem de Stefani [o seu verdadeiro nome]

“Suponho que quando as pessoas me conhecem pela primeira vez e me chamam Stefani incomoda-me. Incomoda-me pois é um nome reservado aos que me são mais próximos. Não porque não goste do nome que me deram mas porque me tornei em alguém diferente.”

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Sobre a Born This Way Foundation [instituição que visa ajudar vítimas de bullying]

“É tudo em que sempre acreditei. A minha ambição nunca foi dominar o mundo. Foi mudar o mundo. E à medida que fui ficando cada vez mais famosa, uma voz na minha cabeça dizia-me para me certificar de que marcava uma posição enquanto pessoa. A fundação não é acerca de dinheiro, de todo, é acerca de comunidades, pessoas a unirem-se. É acerca de miúdos a contarem histórias uns aos outros (…) Acredito que as pessoas podem ser mais felizes se conhecerem as histórias das pessoas que as rodeiam.”

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Sobre a comparação entre “Born This Way” e “Express Yourself” de Madonna

“Na verdade, isso é tudo um disparate. Chateou-me quando vi muitos jovens a brigar na Internet por causa disso. O meu desejo é sempre aproximar as pessoas. Pessoalmente nunca me preocupei com o que as pessoas dizem de mim. Mas é inspirador uma comunidade dividir-se a meio e guerrear acerca de quem é a rainha? A música e a mensagem – isto é o que será sempre mais importante para mim, do que as pessoas pensarem que sou a melhor (…) Quem pode dizer que sou sequer como ela? Quem pode dizer que as minhas ambições são sequer as mesmas que as dela? Quem pode dizer que não sou uma pessoa completamente diferente? Pois eu sou. Têm de perceber. Eu era uma empregada de mesa há 5 anos.”

Sobre a criatividade

“Só quero a minha liberdade e a minha criatividade. É para isso que vivo. Rejeito a ideia de que tenho de despir todos os disfarces e maquilhagem para ser autêntica.”

Leiam a entrevista na íntegra aqui.

Por Margarida Cunha

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