Lady Gaga e o culto da personalidade no seu vídeo artístico de ARTPOP

Se pensavam que a cantora andava sob os radares desde o lançamento do seu mais recente trabalho, desenganem-se. Além do topo da Billboard Hot 200 e das alfinetadas dirigidas à indústria, a artista americana acaba de lançar um vídeo promocional, em que desfilam diversas imagens alusivas ao álbum ARTPOP – enquanto a música com o mesmo nome toca como fundo.

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Para além de ser uma colagem algo caótica que ilustra o processo criativo do álbum, o vídeo, que contém cenas de sessões fotográficas já divulgadas e que foi realizado por Inez & Vinoodh, contribui para continuar o processo de culto da personalidade que Gaga tão bem tem feito ao longo dos anos. Afinal, tudo se resume a Gaga a desfilar diante dos nossos olhos, podendo ler-se nas entrelinhas do vídeo o quão ARTPOP é bom e inventivo – e se for mau, está tudo na cabeça das pessoas, pois “My ARTPOP could mean anything“. Confiram em baixo:

Uma coisa é certa: em ARTPOP, o metadiscurso está ao rubro, com Gaga a tentar antecipar e desde logo desvalorizar possíveis críticas endereçadas ao seu “bebé”. Desde “Applause”, onde pode ouvir-se: “I stand here waiting for you to bang the gong/ To crash the critic saying, “is it right or is it wrong?” e “I’ve overheard your theory/ Nostalgia’s for geeks“, até ao já citado “My ARTPOP could mean anything“, a cantora coloca desde logo as cartas na mesa, como que dizendo “eu sei que vocês sabem que eu sei”.

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Gaga é uma jogadora exímia, no que ao casino da Pop diz respeito, ou não tivesse ela dominado o mundo com a sua “Poker Face”. Contudo, não é imune a críticas e à frieza dos números – ARTPOP não chegou às 300 000 cópias vendidas na semana de lançamento (ao contrário do álbum anterior, Born This Way, que no mesmo período, e graças a um grande empurrão promocional da Amazon, ultrapassou a marca de 1 milhão). No entanto, a MTV acha que os dois trabalhos não são comparáveis.

Ainda assim, ninguém lhe tira o mérito de ter atingido o estatuto de ícone global – o que se traduziu no facto de ter sido eleita Woman of the Year, pela revista Glamour – e de ter dado à Pop um contributo muito particular.

Leiam a nossa review de ARTPOP aqui.

Por Margarida Cunha

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