Os 10 Beijos mais famosos da História

Neste Dia Internacional do Beijo, a RTRO elege dez gestos, reais e fictícios, que deixaram marca de batom no imaginário colectivo.

Sigam-nos nesta viagem e descubram (ou recordem) algumas curiosidades!

Alexandra Thomas e Scott Jones

VANCOUVER, BC - JUNE 15: Riot police walk in the street as a couple kiss on June 15, 2011 in Vancouver, Canada. Vancouver broke out in riots after their hockey team the Vancouver Canucks lost in Game Seven of the Stanley Cup Finals. (Photo by Rich Lam/Getty Images)

Em 2011, o casal viu-se no centro de um mediatismo improvável, quando foi fotografado pelo repórter canadiano Richard Lam. Apanhada num motim que se formou em Vancouver, no Canadá – na sequência da derrota da equipa de hóquei Vancouver Canucks nas finais da Stanley Cup – Alexandra foi derrubada pela multidão, segundo uma testemunha ocular citada pelo The Guardian. Scott ter-se-á então debruçado sobre a namorada para a confortar, beijando-a. O que fica para a História é uma imagem que correu o mundo: um gesto de amor no meio do caos.

Spider-Man e Mary Jane

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Independentemente da opinião da crítica em relação ao desempenho dos protagonistas, o beijo que, em 2002, uniu Tobey Maguire a Kirsten Dunst tornou-se num dos mais icónicos da história do cinema.

No entanto, o romantismo de um beijo à chuva, e de cabeça para baixo, não deixou boas recordações a Maguire. Na altura, o protagonista queixou-se que a chuva que lhe entrava e saía do nariz o impedia de respirar, resultando numa espécie de respiração boca-a-boca com Dunst.

John Lennon e Yoko Ono

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Aquele que foi um dos mais mediáticos casais do século XX protagonizou uma não menos mediática capa para a revista Rolling Stone. A sessão fotográfica – produzida por Annie Liebovitz para a edição de 22 de Janeiro de 1981 – foi a última do proeminente elemento dos Beatles, tendo sido captada apenas horas antes de este ter sido assassinado.

Príncipe William e a Duquesa Kate Middleton

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O mundo parou para, a 29 de Abril de 2011, testemunhar o casamento do herdeiro da Coroa Britânica. O bem-amado William, que parecia nunca mais assentar, selava assim o compromisso que o unia a Catherine Middleton – cuja simpatia e requinte lhe valeram várias comparações àquela que seria a sua sogra, a falecida Princesa Diana.

Embora tenha demorado dois anos para o pequeno George nascer – um fenómeno que tem tanto de real como de lucrativo – o que ficou para a posteridade foi o aguardado e recatado beijo que William e Kate trocaram na varanda do palácio de Buckingham.

Britney e Madonna

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Nos tempos em que os prémios MTV ainda faziam manchetes, a princesa e a rainha da Pop trocaram um beijo – Christina Aguilera também foi beijada por Madonna mas o gesto não obteve a mesma notoriedade.

Tudo aconteceu em 2003,  por ocasião de uma das mais memoráveis performances da história das cerimónias MTV. Britney, Christina e Madonna uniram-se para interpretar um medley de “Like a Virgin” e “Hollywood”. Mais tarde, ao comentar o sucedido, Madonna viria a afirmar que beijar Britney assemelhava-se a beijar um cinzeiro.

A Dama e o Vagabundo

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O clássico filme de animação da Disney de 1955 povoou o imaginário de milhões de crianças e adultos. Para além de transformar uma simples refeição de esparguete com almôndegas num acto romântico, a produtora transpôs para o universo canino o tema (sempre fracturante) das diferenças entre estratos sociais.

Rose e Jack

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Titanic não precisava de um beijo para ficar famoso. Com um orçamento de 200 milhões de dólares, Céline Dion a dar voz ao tema “My heart will go on” e um jovem DiCaprio a provocar suspiros entre as jovens, a super-produção conduzida por James Cameron tinha tudo para arrebatar o público. E conseguiu: quebrou corações e recordes por todo o mundo, traduzindo-se num lucro de mais de 2 biliões de dólares.

Por isso, o beijo que as personagens de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio trocam na proa do navio é apenas a cereja no topo do bolo. Mas é a cereja que viria a imortalizar o filme e que ainda hoje permanece nas nossas memórias.

 O Beijo (Gustav Klimt)

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A obra, pintada entre 1907 e 1908, é a mais icónica do pintor austríaco e dizem os especialistas que pertence ao seu período dourado. Curiosamente, surgiu numa altura conturbada para Klimt. Depois de os seus Quadros das Faculdades (pintados para a Universidade de Viena) terem tido uma recepção negativa por parte da crítica – pelo seu teor alegadamente erótico e perverso – o artista vê o seu Beijo ser comprado (ainda antes de ter sido concluído) pelo Museu Belvedere, pela quantia de 25 000 coroas (cerca de 213 000€). Até então, na Áustria, o preço mais elevado de um quadro tinha sido de 500 coroas.

Quanto vale hoje O Beijo? A obra não se encontra à venda mas, para efeitos comparativos, refira-se que Adele Bloch-Bauer I – também da autoria de Klimt mas muito menos célebre – foi vendido em 2006 por 120 milhões de euros (o quadro mais caro até àquela data).

O quadro, que muitos apontam como sendo o auto-retrato de Klimt e da companheira Emilie Flöge, além de icónico, impõe-se pelas suas dimensões: são 180 cm por 180 cm – a célebre Mona Lisa apresenta uns humildes 77 cm x 53 cm.

Scarlett e Rhett

GONE WITH THE WIND, Clark Gable, Vivien Leigh, 1939.

Não importa realmente que Clark Gable não tenha gostado da sua prestação em E tudo o vento levou, por considerar o filme uma película para mulheres. Nem importa que o actor tenha auferido 120 000 dólares por 71 dias de trabalho, quando Vivien Leigh trabalhou durante 125 dias e ganhou apenas 25 000.

O que o espectador viu e reteve foi o beijo arrebatado que as personagens Scarlett e Rhett trocam, que imortalizou o filme de 1939.

George Mendonça e Greta Friedman

A jubilant Amer. sailor clutching a pretty white-uniformed nurse in a back-bending, passionate kiss as he vents his joy while thousands jam the Times Square area to celebrate the long awaited victory over Japan.

Aquele que é reconhecido universalmente como o beijo mais famoso de sempre tem como protagonistas duas figuras da vida real: George, marinheiro, e Greta, enfermeira, eternizaram a fotografia “V-J Day [Victory over Japan] in Times Square”, captada por Alfred Eisenstaedt para a revista Life.

Contudo, George e Greta não se conheciam sequer. O marinheiro, na altura dispensado, teria ouvido que a guerra tinha acabado e decidiu celebrar, saindo à rua. No meio da confusão em Times Square, julgou que Greta estava ao serviço das tropas e, um pouco embriagado, resolveu beijá-la.

Talvez esta explicação retire alguma magia à foto mas a verdade é que esta continua a ser a que mais vezes aparece quando se pesquisam as palavras “famous kiss”.

Fontes: mental_floss, Rolling Stone, The Guardian, The New York Times, Wikipedia

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